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quarta-feira, 9 de maio de 2012

A Estrela Mais Brilhante do Céu - Marian Keys


Desde que engravidei, há quase nove meses, li super pouco. Na verdade, não tão pouco assim, mas li muita coisa sobre gravidez e aí os outros livros foram deixados de lado. Mas jurei que no último mês de gravidez eu deixaria os pensamentos maternos um pouco de lado e voltaria a me dedicar à leitura “tradicional”.

Pois bem, me aventurei num sebo e troquei cinco livros antigos por dois novos. Saí de lá com Os Sete e O Apanhador no Campo de Centeio em mãos.

Mas chegando em casa, iniciando Os Sete, senti que talvez ele fosse um livro meio “pesado”para um fim de gravidez e optei por algo mais leve, mais mulherzinha. Acho que era isso que eu precisava nesse momento. Bom, devia ser, porque devorei um livro de 598 páginas em dois dias.

Iniciei a leitura de A estrelha mais brilhante do céu, de Marian Keys, no sábado, dia 05, e encerrei na segunda, dia 07. Não posso dizer que esse seja o melhor livro da autora (gostei muito mais de É agora ou nunca e Melancia), mas também não é dos piores (Um best seller para chamar de seu, para mim, foi horrível). Assim, se eu tivesse que dar uma nota de 0 a 10, acho que daria 7,5.

Mas e porque cargas d`água então você leu o livro tão rápido, se ele vale só 7,5? Ah! Porque a Marian Keys tem esse poder. Ela cria histórias que fluem, sua linguagem é fácil, as letras são enormes e os capítulos curtinhos. Ela também vai entrelaçando a trama, falando um pouco de um personagem em um capítulo e de outro em outro, e a gente vai seguindo adiante querendo saber no que vai dar.

O livro começou como todos dela: meio enroladinho, ficando mais interessante quando passou da página 200. Lá pela sua metade, ele teve o poder de me arrancar ótimas risadas e senti que o livro estava me envolvendo de verdade. O fim, como era de se esperar, vai elucidando os mistérios e desatando os nós. Algumas revelações são bem surpreendentes, outros desfechos deixam a desejar (será que é porque eu queria outro fim para os personagens?).

Se você é um(a) grande fã da autora, vá com fé e compre o livro, você vai gostar muito, porque segue o estilo dela e tem uma história bem dinâmica e doce. Mas se vc não costuma ler muito esse estilo de livros (chick lit) não sei se essa é a leitura para você.

Para você ter uma idéia do que vai encontrar nas páginas de A Estrela mais brilhante do céu, conto um pouquinho da história aqui:

Tudo acontece num prédio localizado no número 66 da Star Street, em Dublin. Lá vivem Kate, mulher de 40 anos, namorada de Connan e funcionária de uma empresa que presta serviços de RP para artistas; Lydia, taxista invocada, irlandesa, que divide o apartamento com dois Poloneses; Maeve, uma criatura doce, casada com Matt (aos poucos você vai descobrir coisas surpreendentes sobre este casal. É aqui é que se cria a grande curiosidade do livro) e Jemima, uma senhora de 80 anos que recebe em sua casa o filho adotivo que mora no interior (Fionn) e veio a Dublin para fazer um programa de TV sobre jardinagem.

A história é contada por um narrador que não pode ser visto pelos demais personagens mas é frequentemente sentido. Ele tem 61 dias para cumprir a sua missão e mudar para sempre a vida de um dos moradores do prédio.

A autora, Marian Keys comenta, na orelha do livro, que é difícil responder a pergunta que sempre lhe fazem: “Qual dos romances você escreveu é seu favorito?”. Ela diz que isso é como pedir para uma mãe escolher o seu filho preferido. Mas ela não se contém e afirma: “Mas este é, sem dúvida, o meu preferido”.  Devo admitir que foi isso que me convenceu a comprar o livro. Me arrependi? Claro que não! Tive bons momentos de diversão.

Autora: Marian Keyes
Editora: Bertrand Brasil 
Páginas: 598
Preço: R$ 50 a 60 em média

VEJA OUTRAS OPINIÕES SOBRE O LIVRO (ambas muito boas):

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Carta para alguém bem perto - Fernanda Young

Há dois dias terminei de ler o livro Carta para alguém bem perto, da Fernanda Young, e minha opinião geral sobre a obra foi: não gostei.

Ele começou meio chato, aí deu uma animada no meio, mas terminou sem entregar muita coisa. Algumas passagens foram de um humor ácido bem interessante, quase beirando o hilário, mas elas não serviram para salvar o todo.

O livro conta a história de Ariana, uma dondoca fútil e meio histérica, que tem uma relação um tanto estranha com seu marido Rodolfo (um negócio que a gente não sabe se é ou não amor, terminei o livro sem entender) e outra mais esquisita ainda com sua filha Daniela (acho que nunca caiu a ficha de que ela se tornou mãe).

Ariana tinha o sonho de ser bailarina, mas não o realizou. Casou-se com o homem que amava, que enriqueceu construindo um império supermercadista, e foi viver no apartamento de seus sonhos. Mas nenhuma dessas duas coisas fez dela uma mulher feliz.

O livro se passa um pouco em São Paulo, relatando a rotina de Ariana, e um pouco na Europa, contando detalhes de uma viagem que ela fez com um amigo gay de seu marido.

O título da obra, na minha opinião, também não tem muito a ver com o que acontece na história. As tais cartas não são nem para alguém “bem perto” nem em quantidade suficiente para dar nome ao livro.

Talvez eu seja uma pessoa um tanto quanto exigente no quesito humor (desconfio seriamente disso), mas preciso ser sincera aqui: este livro não é uma leitura que indico. Se a idéia é ler algo leve, bobinho e que arranque risadas, parta para Marian Keyes, arrisque Melancia ou É Agora ou Nunca (mas não caia na besteira de ler Um best seller para chamar de meu, é terrível!).

Informações adicionais
Número de páginas: 384
Autor(a): Fernanda Young
Editora: Rocco
Ano: 2011